Carla
Cristina da Silva

Lembro-me
que quando era pequena, por volta de oito anos, meu pai ensinava a mim e a
minha irmã a escrever e também a ler.Eu ficava admirada pensando como
alguém conseguia entender aquelas letras e delas produzir o som da fala!? Eu
achava impossível, me sentia como hoje diante de hiéroglifos.
Quando
comecei a aprender a ler, senti uma enorme necessidade de escrever, tudo que
acontecia comigo queria colocar no papel, mas colocar no papel de uma forma
interessante, sempre querendo que alguém lesse.
Quando
completei vinte anos, já havia escrito dois livros de contos com experiências
minhas.
Quando
terminei de fazer faculdade de História e Geografia, com vinte e oito anos,
comecei a sonhar em escrever um livro sobre o Antigo Egito. Mas sei que para
uma boa escrita tem que ter boas leituras.
Por
incrível que pareça eu ganhei meu primeiro livro com 27 anos, de um amigo, eu
devorei o livro, porque achava que o livro diria o que esse amigo pensava a meu
respeito. O livro era "O Mundo de Sofia". Até hoje me pergunto por
que ele escolheu logo esse livro como meu presente?!
Amo ler
e ainda mais escrever, e tento passar essa paixão para meus alunos.
ELIANE REGINA TURCATO ORLANDO
LEMBRANÇAS DA MINHA INFÂNCIA
Não consigo me lembrar ao certo como e nem quando o gosto pela leitura foi despertado em mim. Só sei dizer que sempre gostei muito de ler e apreciando os depoimentos das personalidades e dos colegas sobre leitura e escrita, uma série de boas lembranças veio em meus pensamentos. Lembrei-me de minha mãe que sempre me contava suas historinhas e do primeiro livro que ganhei de minha professora no segundo ano “O Ursinho Puff e a Árvore de Mel” o qual guardo com muito carinho até hoje.
ELIANE REGINA TURCATO ORLANDO
LEMBRANÇAS DA MINHA INFÂNCIA

Não consigo me lembrar ao certo como e nem quando o gosto pela leitura foi despertado em mim. Só sei dizer que sempre gostei muito de ler e apreciando os depoimentos das personalidades e dos colegas sobre leitura e escrita, uma série de boas lembranças veio em meus pensamentos. Lembrei-me de minha mãe que sempre me contava suas historinhas e do primeiro livro que ganhei de minha professora no segundo ano “O Ursinho Puff e a Árvore de Mel” o qual guardo com muito carinho até hoje.
Assim como citado pela
jornalista Danuza Leão sempre li de tudo um pouco, porém, hoje com menos
intensidade do que gostaria. Na adolescência era frequentadora assídua da
biblioteca municipal e, às vezes, pegava um livro pela manhã e ficava tão
ansiosa para saber o final que não parava de ler e, ao final da tarde já
trocava por outro.
Identifiquei-me muito com
o pintor Newton Mesquita, pois a leitura também me faz viajar, imaginar e viver
mentalmente o que leio.
Não posso deixar de citar
a importância e o exemplo de meus pais que sempre me incentivaram e me
mostraram a importância da leitura. Faço o mesmo com meus filhos. Sempre li
para minha filha desde que ela era pequena e deixava os livrinhos ao seu
alcance para que pudesse senti-los em suas mãos, olhar as figuras, e muitas
vezes soltávamos a imaginação, dando outros desfechos para as historinhas
infantis e até mesmo criando novas historinhas. Faço o mesmo com meu filho de 3
anos, agora com a ajuda dela. Hoje, quando vejo os olhos de minha filha, aos 7
anos, brilhando ao ler um livro e a facilidade com que as ideias brotam em sua
imaginação para escrever, tenho certeza de que essa é a melhor herança que
podemos deixar para nossos filhos.LIDIANE DANTE DA LUZ
Minha Infância e a Leitura
| Coleção Disquinhos de Historinhas Infantis |
| Barsa Ilustrada de 1974 |
Lembro-me de quando pequena que meus pais me colocaram em contato com livros, aqueles clássicos infantis, e também compravam quebra-cabeça que contava histórias e era bem interessante, pelo menos eu gostava muito. Ganhei uma vitrolinha com vários discos infantis e ficava horas cantando aquelas historinhas. É incrível como elas permanecem vivas em minha mente. Mais tarde passei a frequentar a biblioteca municipal e o interesse foi só aumentando. Meu pai tinha a Coleção Barsa, de 1974 e eu adorava ler os livros, principalmente os de Filosofia. Esse tema , não sei ao certo o porquê, me despertou grande interesse.
MARGARETE MELLO TULINO
Quando penso quem me
despertou para leitura me lembro de um professor de português, que pedia para
escolher livros na biblioteca da escola, o primeiro livro que ele indicou foi
Poliana, depois foi a vez da Série Vagalume. Ele dizia que ler era uma viagem junto
com o autor num mundo imaginário.
Concordo que a leitura faz conhecer um mundo
diferente e que deveria estar presente em nossas vidas, a falta de tempo na
vida moderna é uma realidade e faz com que percamos o hábito da leitura.
RITA DE CASSIA PEDROSO DE
MORAES CARDOSO
Lembro-me de alguns
acontecimentos em minha vida relacionados a leitura, como o primeiro livro que
li e nunca mais esqueci: Meu pé de Laranja Lima, ficou marcado, ao ler o livro
eu entrava no texto, me via e me sentia nos lugares descritos pelo autor, podia
enchergar a árvore da história, via até mesmo as folhas balançando, eu era
transportada para dentro da história e isso era muito bom, uma sensação
diferente, nova, foi aí que percebi que ler era bom demais. Outro livro que
também me marcou muito foi: As aventuras de Marco Polo, eu era de uma família
pobre, de quatro filhos, e meus pais não podiam comprar livros e esses eu
ganhava no final de ano da firma que meu pai trabalhava. Eu os devorava, da
maneira como os personagens descreviam o enredo eu me via nele, nos mares, nas
tempestades, temia, sofria com a história, a leitura me carregava para
dentro da realidade do texto, eu mesmo que nem conhecia o mar me via nele como
personagem da história, foi aí que percebi que ler nos traz conhecimentos novos
e diferenciados da nossa realidade, mesmo antes de vivê-la. E ao ouvir o depoimento de Gabriel
Pensador e de Gilberto Gil, lembrei-me de minha avó, ela não me ensinou a ler
como a avó deles, e sim eu e minhas irmãs que várias vezes tentamos ensiná-la a
ler, pois ela nunca teve oportunidade de aprender quando criança e sempre se
sentia triste por essa razão, mas ela não se deu por vencida e se matriculou no
Mobral, eu tinha nove anos e fiquei muito orgulhosa dela. Mais uma experiência
muito importante na minha vida foi a maneira que minha mãe tratava a leitura:
como necessária, transformadora e muito especial, ela sempre contava e lia
histórias para nós, e até mesmo para nossos filhos e como a Danuza Leão, minha
mãe lia tudo que via pela frente, um panfleto, um jornalzinho do bairro, a
bíblia, um livro infantil, um jornal, ela simplesmente gostava de ler, não
importava o que e nem onde. Ela achava muito importante saber ler e escrever
Finalizando meu depoimento eu concordo com Rubens Alves quando ele diz que: "um escritor transforma", e transforma sim, porque ao lermos passamos para o outro mundo, o mundo do livro que estamos lendo, e vivemos e sofremos e sentimos e até refletimos sobre o contexto contado pelo autor e o nosso, e logo nos transportamos para um outro que já lemos e assim como disse J.C.Violla: " a cabeça estica", e segundo Contardo Calligars"a literatura nos oferece um catálogo de experiências possíveis e impossíveis", e com isso ela nos suaviza, colore, enaltece, enriquece, descomplica complicando, ou seja, ela recria nosso dia-a-dia, nos faz crescer, nos humaniza.
Finalizando meu depoimento eu concordo com Rubens Alves quando ele diz que: "um escritor transforma", e transforma sim, porque ao lermos passamos para o outro mundo, o mundo do livro que estamos lendo, e vivemos e sofremos e sentimos e até refletimos sobre o contexto contado pelo autor e o nosso, e logo nos transportamos para um outro que já lemos e assim como disse J.C.Violla: " a cabeça estica", e segundo Contardo Calligars"a literatura nos oferece um catálogo de experiências possíveis e impossíveis", e com isso ela nos suaviza, colore, enaltece, enriquece, descomplica complicando, ou seja, ela recria nosso dia-a-dia, nos faz crescer, nos humaniza.
Lidiane, quantas lembranças com estas leituras de seu grupo. Principalmente com a coleção vaga-lume.
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