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segunda-feira, 22 de outubro de 2012

NOSSAS PRIMEIRAS EXPERIÊNCIAS COM A LEITURA




Carla Cristina da Silva

 Lembro-me que quando era pequena, por volta de oito anos, meu pai ensinava a mim e a  minha irmã a escrever e também a ler.Eu ficava admirada pensando como alguém conseguia entender aquelas letras e delas produzir o som da fala!? Eu achava impossível, me sentia como hoje diante de hiéroglifos.
Quando comecei a aprender a ler, senti uma enorme necessidade de escrever, tudo que acontecia comigo queria colocar no papel, mas colocar no papel de uma forma interessante, sempre querendo que alguém lesse.
Quando completei vinte anos, já havia escrito dois livros de contos com experiências minhas.
Quando terminei de fazer faculdade de História e Geografia, com vinte e oito anos, comecei a sonhar em escrever um livro sobre o Antigo Egito. Mas sei que para uma boa escrita tem que ter boas leituras.
Por incrível que pareça eu ganhei meu primeiro livro com 27 anos, de um amigo, eu devorei o livro, porque achava que o livro diria o que esse amigo pensava a meu respeito. O livro era "O Mundo de Sofia". Até hoje me pergunto por que ele escolheu logo esse livro como meu presente?!
Amo ler e ainda mais escrever, e tento passar essa paixão para meus alunos.


ELIANE REGINA TURCATO ORLANDO


LEMBRANÇAS DA MINHA INFÂNCIA


 
 


Não consigo me lembrar ao certo como e nem quando o gosto pela leitura foi despertado em mim. Só sei dizer que sempre gostei muito de ler e apreciando os depoimentos das personalidades e dos colegas sobre leitura e escrita, uma série de boas lembranças veio em meus pensamentos. Lembrei-me de minha mãe que sempre me contava suas historinhas e do primeiro livro que ganhei de minha professora no segundo ano “O Ursinho Puff e a Árvore de Mel” o qual guardo com muito carinho até hoje.
Assim como citado pela jornalista Danuza Leão sempre li de tudo um pouco, porém, hoje com menos intensidade do que gostaria. Na adolescência era frequentadora assídua da biblioteca municipal e, às vezes, pegava um livro pela manhã e ficava tão ansiosa para saber o final que não parava de ler e, ao final da tarde já trocava por outro.
Identifiquei-me muito com o pintor Newton Mesquita, pois a leitura também me faz viajar, imaginar e viver mentalmente o que leio.
Não posso deixar de citar a importância e o exemplo de meus pais que sempre me incentivaram e me mostraram a importância da leitura. Faço o mesmo com meus filhos. Sempre li para minha filha desde que ela era pequena e deixava os livrinhos ao seu alcance para que pudesse senti-los em suas mãos, olhar as figuras, e muitas vezes soltávamos a imaginação, dando outros desfechos para as historinhas infantis e até mesmo criando novas historinhas. Faço o mesmo com meu filho de 3 anos, agora com a ajuda dela. Hoje, quando vejo os olhos de minha filha, aos 7 anos, brilhando ao ler um livro e a facilidade com que as ideias brotam em sua imaginação para escrever, tenho certeza de que essa é a melhor herança que podemos deixar para nossos filhos.




LIDIANE DANTE DA LUZ

Minha Infância e a Leitura 
 


Coleção Disquinhos de Historinhas Infantis








   



Barsa Ilustrada de 1974

 Lembro-me de quando pequena que meus pais me colocaram em contato com livros, aqueles clássicos infantis, e também compravam quebra-cabeça que contava histórias e era bem interessante, pelo menos eu gostava muito. Ganhei uma vitrolinha com vários discos infantis e ficava horas cantando aquelas historinhas. É incrível como elas permanecem vivas em minha mente. Mais tarde passei a frequentar a biblioteca municipal e o interesse foi só aumentando. Meu pai tinha a Coleção Barsa, de 1974 e eu adorava ler os livros, principalmente os de Filosofia. Esse tema , não sei ao certo o porquê, me despertou grande interesse. 

MARGARETE MELLO TULINO

 Quando penso quem me despertou para leitura me lembro de um professor de português, que pedia para escolher livros na biblioteca da escola, o primeiro livro que ele indicou foi Poliana, depois foi a vez da Série Vagalume. Ele dizia que ler era uma viagem junto com o autor num mundo imaginário.
 Concordo que a leitura faz conhecer um mundo diferente e que deveria estar presente em nossas vidas, a falta de tempo na vida moderna é uma realidade e faz com que percamos o hábito da leitura.

RITA DE CASSIA PEDROSO DE MORAES CARDOSO


 Lembro-me de alguns acontecimentos em minha vida relacionados a leitura, como o primeiro livro que li e nunca mais esqueci: Meu pé de Laranja Lima, ficou marcado, ao ler o livro eu entrava no texto, me via e me sentia nos lugares descritos pelo autor, podia enchergar a árvore da história, via até mesmo as folhas balançando, eu era transportada para dentro da história e isso era muito bom, uma sensação diferente, nova, foi aí que percebi que ler era bom demais. Outro livro que também me marcou muito foi: As aventuras de Marco Polo, eu era de uma família pobre, de quatro filhos, e meus pais não podiam comprar livros e esses eu ganhava no final de ano da firma que meu pai trabalhava. Eu os devorava, da maneira como os personagens descreviam o enredo eu me via nele, nos mares, nas tempestades, temia, sofria com a história,  a leitura me carregava para dentro da realidade do texto, eu mesmo que nem conhecia o mar me via nele como personagem da história, foi aí que percebi que ler nos traz conhecimentos novos e diferenciados da nossa realidade, mesmo antes de vivê-la. E ao ouvir o depoimento de Gabriel Pensador e de Gilberto Gil, lembrei-me de minha avó, ela não me ensinou a ler como a avó deles, e sim eu e minhas irmãs que várias vezes tentamos ensiná-la a ler, pois ela nunca teve oportunidade de aprender quando criança e sempre se sentia triste por essa razão, mas ela não se deu por vencida e se matriculou no Mobral, eu tinha nove anos e fiquei muito orgulhosa dela. Mais uma experiência muito importante na minha vida foi a maneira que minha mãe tratava a leitura: como necessária, transformadora e muito especial, ela sempre contava e lia histórias para nós, e até mesmo para nossos filhos e como a Danuza Leão, minha mãe lia tudo que via pela frente, um panfleto, um jornalzinho do bairro, a bíblia, um livro infantil, um jornal, ela simplesmente gostava de ler, não importava o que e nem onde. Ela achava muito importante saber ler e escrever
Finalizando meu depoimento eu concordo com Rubens Alves quando ele diz  que: "um escritor transforma", e transforma sim, porque ao lermos passamos para o outro mundo, o mundo do livro que estamos lendo, e vivemos e sofremos e sentimos e até refletimos sobre o contexto contado pelo autor e o nosso, e logo nos transportamos para um outro que já lemos e assim como disse J.C.Violla: " a cabeça estica", e segundo Contardo Calligars"a literatura nos oferece um catálogo de experiências possíveis e impossíveis", e com isso ela nos suaviza, colore, enaltece, enriquece, descomplica complicando, ou seja, ela recria nosso dia-a-dia, nos faz crescer, nos humaniza.



Um comentário:

  1. Lidiane, quantas lembranças com estas leituras de seu grupo. Principalmente com a coleção vaga-lume.

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